Psicóloga Especialista em Luto
Acolhimento especializado para pessoas atravessando perdas, rupturas e processos de luto
Um espaço seguro para expressar sua dor, compreender seus sentimentos e encontrar caminhos possíveis para continuar vivendo.

Fernanda Rezende
CRP 06/77014 · Psicóloga Clínica e Hospitalar
Sou psicóloga clínica com especialização em Tanatologia, Luto e Perdas, especialização em Psicologia Hospitalar com ênfase em Cuidados Paliativos e UTIs, especialização em Luto Perinatal e Parental, bem como formação em Suicidologia. Além disso, sou Mestre em Ciências do Envelhecimento com a temática do suicídio entre os idosos na perspectiva dos enlutados. Tenho também um livro publicado na temática da prevenção e posvenção do suicídio. Ao longo da minha trajetória, dediquei-me a acolher pessoas que atravessam momentos de profunda dor e transformação diante de perdas significativas.
Minha abordagem terapêutica busca oferecer um espaço de escuta genuína, onde cada pessoa possa encontrar, no seu tempo, novos sentidos para seguir adiante.
Atendo presencialmente em São Bernardo do Campo/SP, no Bairro Nova Petrópolis, e também na modalidade online, para todo o Brasil e no Exterior.
Saiba mais sobre o luto
Você sabe o que é o luto?
É uma reação esperada e natural frente a uma perda de alguém ou algo significativo.
Quando perdemos um ente importante, nossa vida emocional passa por um processo profundo de adaptação. O mundo presumível e organizado torna-se um ambiente inesperado, às vezes hostil, que impõe mudanças irreversíveis.
Diante desse novo cenário, é comum que surjam sentimentos como tristeza intensa, incertezas, desamparo, saudade, vazio, culpa, raiva ou até dificuldade para retomar a rotina.
“Cada pessoa vive o luto de maneira única, e não existe a forma correta ou um tempo certo para que ele aconteça. O processo é como uma digital, singular e intransferível.”
Mas quando essa dor encontra espaço para ser acolhida, ela pode ser elaborada de forma mais saudável.
Quando o luto parece não ter fim
A perda de alguém ou de algo significativo costumeiramente geram marcas profundas. Com o passar do tempo, algumas pessoas encontram maneiras de conviver com a perda e retomar alguns aspectos da vida, ou criar rotinas e atividades que até então não tinham.
No entanto, em alguns casos, a dor da perda permanece muito intensa, com a sensação que a perda é recente, criando uma desconexão com a realidade.
Alguns enlutados descrevem essa experiência como uma sensação de estar “preso” ao momento da perda, como se algo dentro delas não conseguisse seguir adiante, bem como elaborar esse processo. Esse tipo de vivência pode estar relacionado ao que na área da saúde mental é reconhecido como Transtorno de Luto Prolongado.
Experiências comuns no luto prolongado:
Saudade intensa e constante da pessoa que morreu
Sensação de vazio profundo
Dificuldade em aceitar a realidade da perda
Pensamentos frequentes sobre quem partiu
Sentimento de que a vida perdeu o sentido
Dificuldade em retomar atividades do cotidiano
Solidão profunda ou desconexão com o mundo
Doenças psicossomáticas
Quebra ou esvaziamento da espiritualidade
É importante compreender que viver um luto prolongado não significa fraqueza ou incapacidade. Frequentemente, essa experiência está ligada à profundidade do vínculo, às circunstâncias da morte ou ao impacto que a perda teve na história de vida da pessoa.
Os diversos tipos de luto
Luto repentino ou traumático
Quando a perda acontece de forma inesperada: acidentes, violência, suicídio, múltiplas perdas em um mesmo evento ou morte súbita. O impacto emocional pode ser ainda mais intenso. Muitas pessoas experimentam choque, incredulidade e dificuldade para elaborar o que aconteceu.
Luto prolongado
Em alguns casos, a dor da perda permanece intensa por muito tempo e pode dificultar a retomada da vida. Quando o sofrimento parece não diminuir e continua interferindo profundamente na vida cotidiana. Alguns transtornos mentais podem ser intensificados, como depressão, ansiedade e fobias sociais.
Luto antecipatório
Ocorre quando a pessoa começa a viver o processo de despedida antes da perda acontecer, como em situações de doenças graves, doenças características de população idosa ou sem perspectiva de cura. Esse tipo de luto envolve sentimentos complexos, como medo e incerteza.
Luto não reconhecido
Acontece quando a dor da perda não é compreendida ou validada socialmente, como em casos de morte por suicídio, aborto espontâneo ou provocado, bem como na perda de ex-parceiros, amantes, enteados, amigos, animais de estimação, perda perinatal ou natimorto — ou seja, relações que não eram validadas por outras pessoas.
Luto por separações e rupturas
Nem todo luto está relacionado à morte. O fim de relacionamentos, mudanças importantes como aposentadoria, saída dos filhos de casa (síndrome do ninho vazio) ou até perdas simbólicas também podem gerar processos de luto que precisam ser cuidados e elaborados emocionalmente.
A multidimensionalidade do luto
O luto é uma experiência humana complexa que envolve diferentes dimensões da existência. A perda de alguém significativo não impacta apenas o campo emocional, mas mobiliza também aspectos biológicos, psicológicos, sociais e espirituais da vida.
Dimensão biológica
O sofrimento emocional intenso pode se manifestar por meio de reações físicas como fadiga, alterações no sono, mudanças no apetite, dificuldades de concentração, perda de memória, baixa libido e sensação de esgotamento.
Dimensão emocional e psicológica
Tristeza profunda, saudade, vazio, raiva, culpa, desorientação e sensação de perda de sentido da vida podem emergir como parte do processo de elaboração da ausência. E sendo assim, essas emoções não seguem uma ordem regular.
Dimensão social e relacional
A perda acarreta mudanças na estrutura social, alterando dinâmicas familiares, papéis sociais e estabilidade financeira. Muitas enlutadas relatam sentimentos de isolamento ou dificuldade em compartilhar sua dor.
Dimensão espiritual e existencial
A experiência da perda frequentemente desperta reflexões profundas sobre a vida, a morte e o sentido da existência. Para algumas pessoas, a espiritualidade pode oferecer apoio e acolhimento; para outras, o luto pode provocar transformações nas crenças, inclusive distanciamento de sua religiosidade.
O luto como processo de reconstrução de significados
Diante da perda de alguém importante, o luto envolve não apenas lidar com a ausência, mas também um processo gradual de reconstrução de sentidos. A pessoa enlutada precisa encontrar novas formas de integrar a memória com sua nova realidade e assim ressignificar a continuidade da própria vida.
Quando e por que procurar ajuda
Quando alguém que amamos morre, ou quando vivemos uma ruptura significativa, nosso mundo interno pode parecer profundamente abalado.
A psicoterapia do luto oferece um espaço seguro e acolhedor para que a pessoa possa expressar sua dor, compreender seus sentimentos e encontrar caminhos possíveis para continuar vivendo com a ausência de quem partiu.
Muitas pessoas procuram ajuda quando percebem que o sofrimento está muito intenso ou quando sentem dificuldade para retomar aspectos importantes da vida.
Você pode buscar apoio quando:
- O sofrimento está muito intenso e persistente
- Há dificuldade para dormir ou falta de energia
- Os pensamentos sobre a perda são repetitivos
- A vida parece ter perdido o sentido
- A perda foi repentina ou traumática
- Sentimentos de culpa ou arrependimento intrusivos
- Solidão e dificuldade nas relações sociais, isolamento social persistente
- Dificuldades em exercer papéis presentes antes da perda
“A psicoterapia do luto não tem como objetivo apagar a saudade ou acelerar o processo natural do luto. O trabalho das intervenções busca ajudar a pessoa a compreender sua experiência, integrar a perda em sua história de vida e reconstruir gradualmente novos sentidos para seguir adiante.”
Procurar ajuda não é sinal de fraqueza. Muitas vezes, é um gesto de cuidado consigo mesmo em um momento de profunda vulnerabilidade.
Psicoterapia do luto
Algumas perdas deixam marcas profundas e podem tornar o luto mais longo e intenso. A psicoterapia respeita o tempo e a singularidade de cada pessoa, pois falar livremente sobre a pessoa que faleceu é essencial para compreender e elaborar a dor da perda, acolher as emoções difíceis e, assim, lidar com a saudade e a ausência, sendo possível reconstruir sentidos para continuar.
Consultório
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